TJ nega relaxamento de prisão para professor suspeito de matar aluna
Juiz que analisou caso afirmou que dados que justificaram prisão se mantêm.
Defesa entrou com pedido de habeas corpus; professor já está em presídio.

Do G1 DF
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal indeferiu no início da tarde desta terça-feira (4) o pedido de relaxamento de prisão do professor universitário Rendrik Vieira Rodrigues, 35 anos, suspeito de ter assassinado a estudante Suênia Souza Farias na última sexta-feira (30).
De acordo com a assessoria do TJ, o juiz que analisou o caso, Sandoval Gomes de Oliveira, alegou que permanecem inalterados os requisitos que fundamentaram o decreto da prisão preventiva de Rodrigues, que está detido desde sábado (1). Segundo a polícia, Rodrigues confessou o crime.
A defesa do professor entrou com o pedido de relaxamento da prisão na noite de domingo (2) e alegou que Rodrigues se apresentou voluntariamente à Justiça, não tem antecedentes criminais, tem residência fixa e ocupação lícita e que não há indícios de que ele voltaria a cometer novos crimes. A reportagem do G1 entrou em contato com o advogado do professor, Andrew Fernandes Farias, e aguarda retorno.
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Os advogados de Rodrigues também entraram nesta segunda-feira (3) com um pedido de habeas corpus na segunda instância do tribunal. De acordo com o TJ, o pedido será analisado pelo desembargador George Lopes Leite, da 1ª Turma Criminal. A solicitação foi enviada para o gabinete do desembargador às 15h30 desta terça.
Rodrigues foi transferido na manhã desta terça para o Complexo Penitenciário da Papuda. Ele estava preso na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Nesta segunda, a seccional a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Brasília (OAB-DF) instaurou processo ético e administrativo para analisar se Rodrigues deve ter o direito de exercer a profissão suspenso.
Também nesta segunda, o delegado da 27ª Delegacia de Polícia do Recanto das Emas, Alexandre Dias Nogueira, afirmou que encerrou as investigações sobre a morte de Suênia. “Já colhemos todos os depoimentos e agora só falta organizar documentos e anexar o laudo pericial”, disse Nogueira, que deve enviar o inquérito para a Justiça nos próximos dez dias.
Entenda o caso
Segundo a Polícia Civil, Rodrigues e Suênia teriam se conhecido no UniCEUB, onde ele lecionava e ela estudava. O relacionamento teria durado três meses, período em que ela estava separada do marido.
Insatisfeito com o fim do namoro, o professor pediu na sexta-feira para conversar com a estudante, e os dois saíram de carro, de acordo com os policiais.
A polícia afirma também que Rodrigues disse em depoimento que alvejou a ex-namorada com três tiros. “Segundo a versão dele, foi no ímpeto, durante a discussão, que ele resolveu reagir dessa forma”, disse o delegado Ulysses Campos Neto.
Após o crime, Rodrigues levou o corpo até a Delegacia de Polícia de Recanto das Emas, na periferia do Distrito Federal, e se entregou.

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