Defesa pede relaxamento de prisão de professor suspeito de matar aluna
Advogado alega que professor não tem antecedentes e se entregou.
Rendrik Vieira Rodrigues, de 35 anos, está preso desde sábado (1).

A defesa do professor universitário suspeito de ter assassinado na última sexta-feira (30) a estudante Suênia Souza Farias, de 24 anos, entrou com pedido de relaxamento da prisão de Rendrik Vieira Rodrigues.
De acordo com o Tribunal de Justiça do DF, o documento foi apresentado por volta das 20h do domingo (2) e será julgado por um juiz do Tribunal de Júri.
O TJ informou que não há prazo para que o pedido seja analisado. Rodrigues está em prisão preventiva desde sábado (1). Caso o pedido seja aceito, o professor vai aguardar o julgamento em liberdade.
No documento, o advogado Andrew Faria justifica o pedido afirmando que Rodrigues não tem antecedentes criminais, tem residência fixa e se entregou voluntariamente à Justiça. A reportagem do G1 entrou em contato com Faria e aguarda retorno.
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Rodrigues, de 35 anos, é acusado de ter baleado Suênia na noite da última sexta-feira (1). Segundo a Polícia Civil, eles teriam se conhecido no UniCEUB, onde ele lecionava e ela estudava. O relacionamento entre eles teria durado três meses, período em que ela estava separada do marido.
Insatisfeito com o fim do namoro, Rodrigues teria pedido para conversar com a estudante na sexta-feira. Após o crime, ele levou o corpo até a Delegacia de Polícia de Recanto das Emas, na periferia do Distrito Federal, e se entregou.
Polícia encerrou investigações
O delegado da 27ª Delegacia de Polícia do Recanto das Emas, Alexandre Dias Nogueira, afirmou nesta segunda que encerrou as investigações do caso. “Já colhemos todos os depoimentos e agora só falta organizar documentos e anexar o laudo pericial”, disse Nogueira, que deve enviar o inquérito para justiça nos próximos dez dias.
Ele afirmou ainda que Rodrigues será indiciado por homicídio duplamente qualificado, podendo pegar até 30 anos de prisão. “Acredito que ele irá pegar pena máxima, mas isso só será decidido no Judiciário”.
Segundo o delegado, apenas quatro pessoas foram interrogadas: o acusado de matar Suênia , o marido dela, uma amiga que foi última pessoa a vê-la com vida na faculdade e o policial que estava na delegacia no momento em que o suspeito se entregou. Rodrigues teria confessado o crime, de acordo com a polícia.
Com base nas afirmações de familiares de que Suênia já vinha sendo ameaçada, o delegado Nogueira buscou nos registros da polícia alguma ocorrência registrada pela estudante, mas ele afirma que a estudante não registrou queixa na polícia.
Segundo colegas, Suênia teria procurado a reitoria para reclamar do comportamento do professor. A universidade nega que isso tenha acontecido.“Não tinha registro de nada. A única coisa que ficamos sabendo é que ele estava ameaçando e ela trocou o chip do celular, mas registro não houve”, afirmou o delegado.
A arma do crime ainda não foi localizada. “O suspeito indicou o local, nós fizemos diligências, mas não a encontramos. Eu nem sei se o local que ele nos indicou [próximo ao Jockey Club de Brasília] é o local certo”, disse Nogueira.

FONTE: Do G1 DF

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