Paolla Serra Tamanho do textoA A A
Raleigh Machado Dias. Nasceu em 20 de junho de 1977. Mora em Campos, Rio de Janeiro, Brasil. Religião: Espírita. Interessam-me: Mulheres. Status de relacionamento: Solteiro.

Essas poderiam ser informações de uma página normal da rede social Facebook. Raro, aqui, é o fato de o dono do perfil ser um ex-policial militar acusado de matar três pessoas em Campos, no Norte Fluminense. E pelo menos um dado não confere: a atual moradia de Raleigh é o presídio Ary Franco, em Água Santa, no Rio, onde está preso desde 2009. Dali, ele vem mantendo contato com o mundo pela internet sem ser importunado.

Criado em 22 de julho, o perfil exibia, até a última sexta-feira, 282 amigos na lista de Raleigh. Em duas semanas, o preso postou dezenas de mensagens contando sua rotina na cadeia. “Começou a novela das seis. Fui! Isso é tão sério quanto jogo do Flamengo!”, escreveu na última quarta-feira, sendo respondido por sete amigos. “Que todos tenhamos uma ótima noite de desanço!”, desejou na noite do dia 27. Menos de 24 horas depois, postou: “o trem bala vermelho e preto vai partir p(ara) o campo!”.

Nos últimos dias, Raleigh tem mostrado esperança de ser absolvido no julgamento, marcado para o próximo dia 25 na 3 Vara Criminal de Niterói. Apontado como réu na chacina de três estudantes numa república, em 18 de fevereiro de 2009, Raleigh teve, a pedido do Ministério Público, o julgamento transferido de Campos para Niterói, por “praticar crimes típicos de atividades de grupos de extermínio, juntamente com outros milicianos, além do fato de estar ligado a influente grupo político da Comarca”, segundo o pedido de desaforamento feito pelo MP.

Promotor: ‘Um dos assassinos mais perigosos de Campos’

Raleigh foi aprovado no concurso para a PM em 2001. Quatro anos depois, durante a Operação Petisco I, da Polícia Federal, houve denúncias de seu envolvimento com traficantes de Campos. O promotor Bruno Gaspar, do Tribunal do Júri da cidade e membro do Grupo de Combate ao Crime Organizado, conta que, na época, a PF suspeitava que o ex-PM atuava avisando criminosos sobre operações policiais em favelas.

Por falta de provas, Raleigh foi absolvido no julgamento, mas acabou expulso da PM por “irregularidades”, segundo informa a corporação. Daí em diante, passou a fazer segurança para políticos influentes da região.

O ex-PM respondeu por duas tentativas de homicídio — foi absolvido em uma e impronunciado em outra — e foi condenado por porte de arma, em 2009. No mesmo ano foi preso acusado de matar os três estudantes, no Centro do município. Edilberto Siqueira Batista Júnior, acusado da co-autoria, chegou a confessar o crime e revelar o envolvimento de Raleigh.

Segundo a denúncia do Ministério Público, as vítimas foram assassinadas porque “um casal de tios de Edilberto (…) se sentia incomodado (…) de festas e uso de entorpecentes na casa onde estavam”.

— Ele (Raleigh) é um dos assassinos mais perigosos de Campos, embora ainda não tenha sido condenado por homicídio — afirma Bruno Gaspar.

De acordo com o promotor, o Ministério Público ainda apura se Raleigh e Edilberto fazem parte de um grupo de extermínio.

FONTE: G1

Anúncios

Sobre César.

Liberdade é o direito de fazer tudo o que a lei permite. Montesquieu

Uma resposta »

  1. karoll disse:

    RALEIGH…
    QUE DEUS TE ILUMINE HJ EM SEU JULGAMENTO!!!!!!
    TENHA FÉ PORQ VAI DAR TD CERTO!!!!!!!
    BJS!!!!!!!
    TUDO DE BOM!!!!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s