MEMORIZAÇÃO 1 – USE MELHOR O SEU CÉREBRO

1 – USE MELHOR O SEU CÉREBRO
1.1 – INTRODUÇÃO

Muitos pesquisadores buscam entender o funcionamento do nosso cérebro para construir computadores e máquinas que funcionam de modo análogo.

É o início de uma nova era na computação: a dos “Neurocomputadores”, que utilizam redes que simulam o funcionamento da rede neural cerebral. O objetivo é dotar os computadores de inteligência artificial, na tentativa de que eles possam resolver problemas novos da mesma maneira que nós, os seres humanos.

O interesse por essa área de pesquisa é a prova de que temos funcionando, em nossa própria cabeça, uma tecnologia bem mais avançada do que a dos computadores e softwares atuais.

1.2 – CAPACIDADE
O cérebro humano possui cerca de 100 bilhões de neurônios. Com isso, ele pode armazenar o equivalente a mais de 10 terabytes de dados.

Para se ter uma idéia, hoje em dia os maiores provedores de email oferecem caixas postais com capacidade de armazenamento de alguns gigabytes, e dizem que com todo esse espaço, nunca mais será necessário jogar um só email na lixeira.

Se fizermos as contas considerando que um Terabyte equivale a 1024 Gigabytes de dados, então perceberemos que nosso cérebro nunca terá problemas de espaço.

Se o espaço para guardar as informações não é problema, a grande questão é conseguir se lembrar delas quando necessário.

Para armazenar e recuperar todos esses dados, nosso cérebro não segue a lógica matemática ou mecânica. Ele possui um mecanismo diferenciado, e muito eficiente: as informações são armazenadas de forma não linear, através de associações. O cérebro tenta associar cada nova informação a alguma experiência prévia, fato ou conhecimento anterior.

Somente quando ele consegue fazer essa integração de modo satisfatório é que o conhecimento se fixa de forma duradoura. Informações soltas tendem a se perder e acabam por ser descartadas rapidamente.

1.3 – RETENÇÃO E RECUPERAÇÃO DE INFORMAÇÕES
Outra característica interessante do nosso cérebro é que ele retém as informações de acordo com a sua percepção de importância.

Mas essa percepção de importância não se vincula aos nossos pensamentos conscientes. Nosso cérebro tem um complexo mecanismo para classificar essas informações.

Assim, pouco adianta falarmos para nós mesmos que determinada informação é importante. A linguagem do cérebro é diferente, é uma linguagem própria, e devemos entende-la se quisermos fazer um bom uso dessa sofisticada ferramenta que todos nós possuímos.

Um indicativo de que uma informação é importante é a quantidade de estímulos diferentes que recebemos. O cérebro é capaz de captar uma notável quantidade de sensações.

Assim, se apenas ouvimos alguma coisa, o fato terá uma determinada importância.

Entretanto, assistindo à cena, já teremos usado dois sentidos (auditivo e visual) para receber a mesma informação, e então ela poderá ser considerada mais relevante.

Se associarmos um cheiro, gosto e uma sensação (olfato, paladar e tato) a esta mesma informação, aí então ela já passa a ter uma atenção especial do cérebro.

Se aliarmos a essa informação um sentimento forte, seja de amor, ódio, raiva, alegria ou tristeza, aí sim, essa informação se tornará inesquecível para o resto da vida.

Por outro lado, quando o cérebro recebe várias informações e sensações diferentes e não relacionadas ao mesmo tempo, ele tende a não dar muita importância a nenhuma delas, prejudicando a retenção.

Assim, quanto menor o número de atividades concomitantes e maior a concentração da pessoa, melhor será a capacidade de fixação de informações.

Outra forma de chamar a atenção do cérebro para que ele considere alguma informação importante é a repetição. Informações que são repetidas constantemente tendem a ser relembradas com mais facilidade.

Daí surgiram os primeiros métodos de ensino baseados na repetição, ou na “decoreba”.

Entretanto, a partir do momento que a informação para de ser repetida, o cérebro interpreta que ela não é mais necessária e ela cai no esquecimento.

1.4 – FORMAS DE CAPTAÇÃO DE INFORMAÇÕES
CADA PESSOA TEM UMA FORMA PREDOMINANTE DE CAPTAÇÃO DE INFORMAÇÕES:
VISUAIS: São aquelas pessoas que precisam “ver” para compreender, captar, aprender. Não basta uma conversa ou uma boa explicação.
AUDITIVAS: Essas pessoas tem uma melhor compreensão quando escutam a informação, respondendo melhor ao estímulo auditivo do que aos demais.
CINESTÉSICAS: Elas precisam sentir, provar e tocar para ficarem satisfeitas. Assim, dependem muito mais do tato, olfato e paladar do que as outras pessoas.
DIGITAIS OU POLIVALENTES: São as pessoas que têm uma captação equilibrada entre os sentidos acima descritos.

Existem vários testes para identificar de qual forma a pessoa pode reter melhor as informações. Entretanto, cada um de nós, intuitivamente, já sabe qual tipo de estímulo nos chama mais a atenção.

Quem ainda não notou um domínio maior de um dos estímulos, provavelmente é uma pessoa digital ou polivalente.
Reconhecer o tipo de pessoa que nós somos é particularmente útil quando podemos escolher qual é o melhor método de estudos para reter informações com mais qualidade e conseguir recuperá-las mais facilmente.

Entretanto, devemos sempre nos exercitar também nas outras formas de captação nas quais somos menos habilidosos. Desta forma, poderemos desenvolver o poder geral de captação e a adaptabilidade para situações onde não podemos definir o modo de passagem das informações.

A facilidade de captação por qualquer das vias (visual, auditiva ou cinestésica) nos fornece uma versatilidade maior em qualquer que seja a fonte de dados.
1.5 – HEMISFÉRIOS CEREBRAIS
O cérebro é composto por dois hemisférios, o direito e o esquerdo, que se comunicam a partir um feixe de fibras nervosas denominado corpo caloso.

Esses hemisférios estão conectados ao sistema nervoso a partir de uma conexão cruzada, assim o hemisfério direito controla o lado esquerdo do corpo, enquanto o hemisfério esquerdo controla o direito.

Cada um desses hemisférios tem e características diferentes. O lado esquerdo trabalha a linguagem, fala, lógica, números, matemática, sequência e palavras e o lado direito trabalha a rima, ritmo, música, pintura, imaginação, imagens, modelos e harmonias.
O hemisfério esquerdo é sempre o mais “acadêmico”, mais “estudioso” e o hemisfério direito o mais “artístico”, mais “criativo”.

Algumas pessoas usam mais o hemisfério esquerdo, e outras, mais o direito. O ideal é encontrar o equilíbrio, aprendendo a utilizar os dois hemisférios do cérebro e, assim, alcançar os benefícios da conciliação entre suas competências.

O fato de usarmos mais um dos lados, não nos impede de desenvolver o outro e, se o fizermos, teremos uma máquina mais capaz e completa.

1.6 – SISTEMA LÍMBICO
No cérebro, há estruturas responsáveis pelas emoções, pela sexualidade, e pela autopreservação e preservação da espécie. Essas estruturas formam o Sistema Límbico e são responsáveis pela proteção instintiva do indivíduo.

Ativar o Sistema Límbico é a forma mais simples e direta de estimular o cérebro. Como já foi dito anteriormente, associar informações a emoções é uma poderosa ferramenta ajuda na retenção de informações de forma que elas fiquem acessíveis e não sejam esquecidas com facilidade.

1.7 – Conclusão
O cérebro é a mais sofisticadas ferramenta que existe atualmente. Muitos autores dizem que até hoje não fomos capazes de utilizar nem 5% do seu potencial.

E mais: estudos comprovam que o cérebro tem a incrível capacidade de melhorar seu desempenho à medida em que é utilizado e exigido. Quanto mais o cérebro for treinado e desafiado, independente da idade, melhor será seu funcionamento. Ao contrário, quanto menos for utilizado, mais rápido ficará enferrujado e sujeito às doenças degenerativas.

Assim, utilizar, exigir, treinar e desafiar o cérebro é essencial para manter sua saúde e sua agilidade.
Um cérebro ágil faz com que tenhamos um melhor entendimento do mundo ao nosso redor, além de melhorarmos a capacidade de raciocínio, memória e aprendizagem. Use-o o máximo que puder. Não há contra-indicações.

FONTE: Juris Way

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Sobre César.

Liberdade é o direito de fazer tudo o que a lei permite. Montesquieu

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