FESTIVAL DA PAZ.

Tenho certeza que durante o dia de hoje vocês ouviram a palavra “paz” muitas e muitas vezes. E, é claro, paz é uma coisa maravilhosa. Mas gostaria que você pensasse sobre isso de maneira diferente. Estou aqui para falar da possibilidade real de paz, e não de como a paz é uma coisa boa, porque isso você já sabe. E nem de como seria maravilhoso se alguém brandisse uma varinha de condão e trouxesse paz para o mundo.

Quando viajo, quando falo para as pessoas, minha mensagem é sobre a paz no seu sentido mais real – sobre a possibilidade de sentir paz nesta vida, de viver em paz
todos os dias. Não sobre algo fi ctício, não sobre uma palavra, mas sobre a realidade da paz a cada dia.

E onde ela começa?

Vou contar uma história que talvez sirva de ilustração. Havia um vilarejo muito isolado, que não costumava receber muita gente. As pessoas ali eram muito simples e viviam para cuidar dos seus afazeres.
Um dia um turista chegou ao vilarejo. De manhã, tirou seu espelho da mala e o pendurou na parede para se barbear. Lavou-se, barbeou-se, mas esqueceu o espelho na parede. Um ancião do vilarejo, com cabelos muito grisalhos, olhos brilhantes, um rosto bonito e luminoso, deparou-se com o espelho na parede e mirou-se. Ele nunca vira um espelho antes e, ao ver seu reflexo, ficou fascinado. “Hoje vi a face de Deus”, disse – e saiu completamente extasiado, muito feliz. “Eu vi Deus.”

Em seguida, apareceu uma linda garota, que ao se olhar no espelho ficou tomada de surpresa: “Vi a mulher mais linda da face da Terra. Quando crescer, quero ser como ela. É a mais bela de todas!”.

Então veio um rapaz que perdera o pai havia pouco tempo. Quando se viu no espelho, ele disse: “Oh, meu Deus, vi meu pai de novo.” E pegou o espelho.

Então, essas três pessoas que haviam se observado no espelho começaram a ficar inquietas. O ancião queria o espelho para si, achando que vira nele a face de Deus. A mocinha também queria o espelho porque este refletia o que ela queria ser. E o rapaz também queria o espelho porque nele vira seu pai. Começaram a discutir, e, logo, discussões e brigas se espalharam por todo o vilarejo, deixando todo mundo infeliz. Pois cada um que se olhava no espelho, gostava do que via, e por isso todos o queriam para si.

Finalmente, um sábio que por ali passava, ao ver que todos estavam brigando, perguntou: “Por que estão brigando?” E cada um explicou por que queria aquele objeto: “É o meu Deus”, “É assim que eu quero ser”, “É o meu pai”, e assim por diante. Então o sábio pediu que lhe trouxessem o tal objeto mágico e, quando o viu, disse: “Sabem o que é isso? É um espelho.” Chamou o ancião e explicou: “Não
foi a face de Deus que você viu. Você viu a si mesmo.” Chamou a mocinha e disse: “Não foi a mulher mais linda o que você viu. Você viu a si mesma.” Chamou o rapaz e disse: “Não foi o seu pai que você viu. Você viu a si mesmo. Você se parece com seu pai, por isso achou que fosse ele. Mas era você.” E assim chamou todos, um a um, dizendo: “Olhe, o que você vê nesse espelho, o que gosta nesse espelho, não está no espelho, está em você.” Agora, o que essa história tem a ver com a paz?

A paz começa dentro de nós. Para falar de paz, precisamos entender de onde veio essa idéia. Será que foi invenção de alguém? Será que alguém inteligente, caminhando um dia pelas altas montanhas de um lugar qualquer, de repente disse:
“Paz – que ótima idéia. Tenhamos paz”? Não.

O anseio de paz é tão antigo quanto o ser humano. A necessidade de paz foi reconhecida há muito tempo. E desde então uma fórmula muito clara foi apresentada ao mundo: “Paz primeiro, prosperidade depois”. Não o contrário – prosperidade primeiro, depois, paz. Nada disso. Paz primeiro, prosperidade depois.

Esquecemos nossas próprias necessidades. Gostamos de
conversar sobre comida, e nos empolgamos tanto com isso
que achamos que não precisamos mais comer. Errado. Você
pode passar o dia inteiro falando de comida, se quiser, mas
em algum momento terá de comê-la, mais cedo ou mais
tarde. Ter uma coleção de livros de receitas não vai satisfazer
sua fome. Essa é minha modesta sabedoria para você.

A fome não procura outra coisa senão ser satisfeita. A
necessidade de paz vem de dentro de você – e não se trata de
uma paz intelectual. Paz é o que deseja o seu coração, a sua
existência. É simples assim, como o ir e vir da respiração.

Esta é a sua vida, a sua existência. Quando você estava
no ventre da sua mãe, ela e seu pai tinham muitas idéias
a seu respeito: “Se for menina, será bonita e gentil. Se for
menino, nós lhe daremos uma boa educação; talvez se torne
um médico, ou um advogado”. Eles tinham suas ambições,
suas idéias acerca de você. Até mesmo sonhavam se ia ser
menino ou menina. Então, você nasceu.

Quem já viu um bebê nascer sabe que existe um momento
no tempo, um breve momento, em que não importa se
é menino ou menina. Só uma coisa importa: saber se o
bebê está respirando ou não. É um lapso de tempo muito
curto. Dois segundos. Então, o bebê respira, chora… e aí
sim: “É menino ou menina?” Antes disso, porém: “Está
vivo? Está respirando?”
Respiração. É assim que começa o fi lme da vida. E como
esse fi lme termina?

Sei que você é fascinado pelo que acontece no meio do
fi lme. É onde você vive, existe. “Quem sou eu? O que sou
eu? O que realizei?” Não censuro isso, mas digo que não
se pode perder de vista onde tudo começa e onde tudo
termina. A dádiva da respiração será dada a você de graça
e em abundância. E você respirará dia e noite.

A possibilidade da paz está em você. As pessoas perguntam:
“Qual é a face da paz?” Algumas dirão que a face da paz é
Deus, ou algum templo. Na minha humilde opinião, a face
da paz não é nada mais do que a sua própria face quando
você está contente, quando você está em paz. Então, a paz
dança em seu rosto. É em você, em cada ser humano, que
a paz reside. Não no topo de uma montanha.

A paz não pertence a nenhuma nação, a nenhuma
sociedade, a nenhuma religião. Ela pertence às pessoas –
pessoas como você e eu.

E onde a paz se manifestará? Não em alguma catedral
gigante. Não. Ela se manifestará na catedral do coração.
Este é o único lugar puro que existe. É o único lugar
que pode acolher a paz. São pessoas como você e eu que
acolhem a paz, que querem paz, que precisam de paz. E é
aqui, em nossa existência, que a paz existe.

Veja quanto dinheiro os governos gastam tentando
tornar a sociedade mais amistosa, para que todos sejam
cordiais. Mas quando estamos contentes, isso acontece
naturalmente. Quando você está contente, se está na fi la
do cinema e alguém pede para passar na sua frente, você
não se importa. Quando está contente e seu fi lho lhe diz
que precisa de sapatos novos, ou sua esposa diz que precisa
de um vestido novo, ou seu marido pede um banquete no
jantar, tudo bem. Você se torna cordial.

Não é fascinante que você se torne cordial quando está
satisfeito? Como podemos gastar tanto dinheiro, tempo
e energia e ignorar qualidades humanas tão básicas e
simples como essa? Quando está contente, você é gentil; é
um prazer estar com você.

Mas, quando você não está contente, tudo muda.
Se percebe que alguém pretende ultrapassá-lo, você
acelera um pouco mais: “Não se atreva”. Se está na
fila do cinema e uma pessoa se aproxima, você fecha a
cara só porque ela olhou para você. Já não é prazeroso
estar com você. Você muda. Essa é a importância do
contentamento. Essa é a importância da paz. Essas
coisas são fundamentais para os seres humanos. Sem elas
fi camos completamente perdidos, nos tornamos muito
diferentes. Sem contentamento, sem paz na nossa vida,
somos irreconhecíveis. E quando estamos contentes e em
paz, tudo se torna uma dança suave e bonita. É assim que
você é. Essa é a sua verdadeira natureza.

As pessoas têm reações inacreditáveis quando falo da paz.
Antes mesmo de eu chegar a pronunciar a palavra “paz”,
elas dizem: “Isso é impossível”. Por quê?, eu pergunto.
Por que alguém diria que uma coisa tão fundamental é
impossível? O que leva alguém a pensar assim?

Sócrates, muito tempo atrás, disse: “Conhece a ti mesmo”.
Por quê? Porque o reconhecimento sempre esteve dentro
de nós. O famoso poeta Kabir tem uma linda canção que
diz: “O peixe está com sede dentro da água. E sempre que
ouço isso, me faz rir.” Água por todo lado, e o peixe tem
sede? O peixe está sedento dentro da água? A que ele está
se referindo? Nós somos o peixe. Somos o peixe, e o que
queremos está dentro de nós – dentro de nós, não fora.

No segundo verso ele diz: “Aquilo que buscamos está
dentro, mas o mundo nos leva a crer que está fora. E
quando começamos a acreditar que está fora – lindas
palavras – nossa esperança se vai.” Pense nisso. Quando
começamos a acreditar que aquilo de que precisamos está
fora, nossa esperança desaparece. Começamos a perder a
esperança. Isso não lembra vagamente, remotamente, a
situação do mundo? Desesperança. Desesperança.
Muita gente diz que somos diferentes. Mas eu digo que
somos iguais. Temos as mesmas aspirações, as mesmas
idéias, os mesmos desejos. Parecemos diferentes, falamos idiomas diferentes, e achamos que por isso somos totalmente diferentes. Mas não é assim. Somos movidos pelo mesmo impulso, pela mesma aspiração. Nossas necessidades não são tão diferentes. Cada respiração que nos vem é a mesma que chega a cada ser humano na face desta Terra. Você acha que existe alguém, neste mundo, que respira diferente? Não. Essa semelhança deveria nos unir.

Já fomos à Lua, e isso não é uma façanha qualquer. Um dia pensamos que era importante ir à Lua, mas ainda não
começamos a pensar que é importante ter paz. Por quê? Porque nos acostumamos a viver sem ela.

Todo mundo acha que, se resolvermos nossos problemas, ficaremos em paz. Não é verdade. Sem paz, mais problemas virão. E, claro, surgirão mais pessoas para solucionar problemas, mas eles não vão diminuir. Por que você acha que alguma coisa tornará sua vida mais fácil? Sim, a tecnologia nos oferecerá mais soluções, aceitaremos mais soluções, mas, em última análise, a vida fi cará mais fácil? A vida só se tornará mais fácil no dia em que compreendermos a importância de estar em paz. Só então ela começará a dançar, a sinfonia começará a tocar, a clareza começará a chegar. Sem clareza é como caminhar com os olhos fechados, trombando com as coisas a torto e a direito.

Abra seus olhos para o mundo interior. Assim como abriu
seus olhos para o mundo externo, abra seus olhos para o
mundo interior. Comece a entender não o que lhe falta,
mas o que você tem na sua vida. O maior de todos os
milagres é sua existência.

Hoje, um milagre aconteceu. E esse milagre não é leite
saindo das rochas. O mais divino fez o milagre mais
divino acontecer – o milagre da sua existência, hoje. Sua
existência. E, se você estiver vivo amanhã, vai acontecer de
novo. É o maior de todos os milagres.

Porque hoje você tem a possibilidade de estar em paz.
Hoje, você tem a possibilidade de estar contente. E não
só isso. No hoje, mora a possibilidade de você estar feliz.
Feliz. Hoje, você tem a possibilidade de estar agradecido.
Agradecido porque está feliz, contente, em paz, porque
entendeu – entendeu a essência do conhecer, do aprender.

Você pode ter muitos conhecimentos, mas nem por isso
compreendê-los. Isso não é bom. Não é bom para você.
Mas aquilo que você entende, se torna seu.

Liberdade. O que é liberdade verdadeira? Quando falo de
liberdade, não me refi ro ao que as pessoas pensam que é
liberdade. Falo da liberdade que pode ser experimentada
na prisão. Na prisão? Quando se está encarcerado, privado
da liberdade? Sim. Uma liberdade foi tirada, mas há outra
da qual ninguém nos pode privar – nem mesmo na prisão.
Essa é a liberdade verdadeira.

A paz verdadeira é aquela que pode ser sentida em pleno
campo de batalha. Essa é a paz real, porque ninguém pode
tirá-la de você. Essa é a liberdade que ninguém pode tirar,
que ninguém pode roubar de você. E essa é a sua realidade.
Assim é você. Assim é você.

Um dia, ao voltar para casa, um lavrador deparou-se com
um leãozinho. Olhou à volta, não avistou a mãe, então
resolveu levá-lo para casa. Alimentou-o, cuidou dele, não
sabia onde colocá-lo. Então foi ao curral, onde guardava
suas ovelhas, e ali o deixou. Todos os dias as ovelhas saíam,
e o leãozinho ia atrás. Todos os dias as ovelhas pastavam,
e o leãozinho também. As ovelhas iam para um lado, e
o leãozinho ia junto. As ovelhas paravam, e o leãozinho
parava. As ovelhas iam para alguma outra colina, e o
leãozinho as seguia.

Um dia, um leão grande apareceu, saído da fl oresta. Parou
na margem do lago e urrou. As ovelhas fi caram com medo
e correram para todos os lados, e o leãozinho também.
Quando o leão viu isso, não entendeu nada. Foi atrás do
leãozinho no seu esconderijo e perguntou: “O que está
fazendo?” Ele disse: “Oh, por favor, não me coma”. “Não
se preocupe, não vou comê-lo. Mas por que está fazendo
isso?”, indagou o leão. “Estou me escondendo de você.
Não quero que me coma. Você come ovelhas, eu sou uma
ovelha, você vai me comer”, respondeu o leãozinho. “Não,
você não é uma ovelha”, retrucou o outro. “Tudo bem, seja
como você quiser, mas, por favor, não me coma”, disse o
fi lhote. “Venha comigo”, falou o leão. Levou o leãozinho
até o lago e disse: “Agora, olhe”. Quando o leãozinho viu
seu próprio refl exo, disse: “Você está certo. Não pareço
com elas. Pareço com você.” E o leão respondeu: “Agora,
urre como eu.” E ele urrou. “Obrigado, obrigado”, disse.
“Por que me agradece?”, perguntou o leão. “Eu não fi z
nada. Só lhe mostrei quem você realmente é. É isso que
você realmente é. Todo o tempo pensou que fosse uma
ovelha, mas não é uma ovelha, é um leão. Por conviver
com as ovelhas, passou a achar que era ovelha também.”

Quem é você? Quem é você? Qual é a sua verdadeira
natureza? Qual é a sua natureza real? Olhe no lago desse
coração, olhe no espelho do coração e você também verá
seu verdadeiro rosto. E, quando vir seu verdadeiro rosto,
perceberá que não é ovelha. Então também começará a
ver o milagre que você é. Você foi criado por bondade.
Existe por bondade. A dádiva da respiração lhe é dada por
bondade. E tudo que lhe é dado a cada dia, é uma dádiva
de incrível bondade. Incrível bondade.

Damos presentes. Na época do Natal, damos um pequeno
presente a alguém, e nos dizem: “Obrigado, obrigado. É
tão legal. Sempre quis ter isso.” Quando você começará a
agradecer o presente que é esta vida? Quando começará
a agradecer a dádiva desta respiração? Cada uma é tão
preciosa! Mais preciosa que todo o ouro, os diamantes e

as coisas deste mundo. Não se pode trocá-la, não se pode
dá-la de presente, nenhuma sequer. E nesse templo que
você é, reside a paz verdadeira, a paz mais verdadeira. Não
uma idéia, não um conceito, mas a paz real. Quando puder
se voltar para dentro, poderá sentir essa paz dançando em
seu coração. Todos os dias.

Há tantos equívocos em torno da paz. As pessoas dizem:
“Se eu pudesse sentir paz uma única vez, já seria o bastante”.
Não é isso. Não se trata de sentir paz uma única vez, mas
de senti-la todos os dias enquanto você viver. Porque é
assim que você se torna vivo.

Você é uma sementinha no deserto esperando para
florescer. Floresça. Floresça. Desabroche suas pétalas,
aproveite o brilho do sol. A chuva chegou. A chuva chegou.
E o deserto não é mais deserto. Não se trata de quanto
tempo vai durar, mas da oportunidade – a oportunidade
de existir. Isto é o que foi dado a você.

Reconheça o valor do que signifi ca cada dia, cada minuto,
cada segundo. Não deixe para reconhecer o valor de estar
vivo quando for tarde demais. Reconheça-o enquanto está
vivo. Isto é sabedoria. Isto é sabedoria. Entenda o que seu
coração quer que você entenda. Quando o coração pedir
paz, não o ignore. Respeite-o. Quando o coração pedir
contentamento, não o ignore.

As pessoas perguntam: “Não é egoísmo?” Não. É egoísmo
beber água? É egoísmo saciar sua sede? É egoísmo sentir o
calor do sol, ou o frescor do vento? É egoísmo olhar para o
alto e ver o céu azul? É egoísmo as fl ores despertarem com
a chuva que cai no deserto? É egoísmo?

A sede foi colocada em você. E a mesma coisa que colocou
a sede em você, agora diz: beba a água. Isso é egoísmo? Se
eu não tivesse sede e alguém me pedisse para beber água,
como eu reagiria? O que diria? “Não quero. Estou bem.
Obrigado.” Não fui eu, nem minhas idéias, nem meus
conceitos, que colocaram a sede em mim. A sede é inata,
fundamental. Cravada no íntimo de cada ser humano
existe uma atração pela paz. Responda a essa necessidade
em sua vida. Do contrário, não importa o que você faça,
a história da sua vida fi cará incompleta. Você terá outra?
Não sei. E, francamente, nem você.

A cada dia da sua vida, aproveite ao máximo o que lhe é
oferecido. Esteja nesta paz. Esteja contente. A paz está
dentro de você.
O que ofereço às pessoas? Uma maneira de se voltarem
para dentro e sentirem a paz que aí está. Não digo que
tenho a solução. Tenho uma solução. Ela funciona? Sim.
Funciona na cadeia? Sim. Como sei? No ano passado,
visitei uma prisão e falei com os prisioneiros. Muitos
deles se interessaram pelo que ofereço e me escreveram:
“Obrigado, fez toda a diferença do mundo”.

Não são só palavras. Existe algo real no que está sendo
oferecido. Depende de você. Depende de você. Estou
aqui para mudar o mundo? Não sei. Estou aqui para lhe
oferecer paz? Sim. Isso mudará o mundo? Não sei. Posso
trazer paz para sua vida? Sim. É isso que importa. Ao
mundo acontecerá o que tiver de acontecer.

Há pessoas que têm isso e que foram à guerra no Iraque,
no Afeganistão, e, mesmo no meio da guerra, puderam
sentir esse sentimento dentro delas. É disso que se trata.

O jardineiro sabe que não se trata do jardim, mas de
cada fl or que há nele. É isso que faz o jardim. Você diz
ao jardineiro: “Que lindo jardim!” e ele agradece. Mas ele
sabe que esse jardim é formado por cada fl or, cada pequeno
talo de grama. E cada um desses elementos tem que ser
perfeito para que o jardim seja bonito.

Nós somos as fl ores. Somos as lâmpadas. Somos as
lâmpadas que precisam ser acesas. Para iluminar um
campo de futebol, você precisa acender cada lâmpada.
Cada uma delas precisa ser acesa. E, uma vez acesas, todo
o campo de futebol se ilumina. É disso que se trata.

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Sobre César.

Liberdade é o direito de fazer tudo o que a lei permite. Montesquieu

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