Prazo para família reclamar corpo de atirador no IML termina na sexta-feira
Após dia 22, Wellington será enterrado como ‘corpo não reclamado’.
Ele deixou fotos e vídeos em computador, antes de matar 12 estudantes.
Do G1 RJ
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Corpo de Wellington Menezes de Oliveira continua
no IML (Foto: Divulgação/Seseg)
A família de Wellington Menezes de Oliveira – o atirador de 23 anos que matou 12 crianças no ataque a uma escola em Realengo, na Zona Oeste do Rio – ainda não reclamou o corpo do parente no Instituto Médico Legal (IML). A informação foi confirmada nesta quarta-feira (20) pela assessoria da Polícia Civil, que acrescentou que o prazo de 15 dias para ir ao IML reclamar o corpo de Wellington termina na sexta-feira (22).
Após esse prazo, segundo a polícia, o rapaz será enterrado como “corpo não reclamado”.
Fotos e vídeos no computador do atirador
Cerca de uma semana após o massacre, a Secretaria de Segurança Pública do Rio divulgou sete fotos e cinco novos vídeos do atirador, em que ele aparece sempre sozinho, inclusive na época em que estava barbado.
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COBERTURA COMPLETA
GALERIA DE FOTOS: SEXTA, 8
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CATÁLOGO DE VÍDEOS
INFOGRÁFICO: COMO FOI O ATAQUE
Os arquivos foram recuperados do computador encontrado queimado na casa do atirador em Sepetiba, também Zona Oeste. Foram encontrados ainda textos com referências religiosas. Segundo a Secretaria, as imagens são de dias antes do atentado e uma delas seria da véspera da tragédia.
Crime premeditado
A polícia já havia recuperado um outro vídeo em que Wellington dá sinais de que estaria premeditando o massacre há alguns meses. O material estava em um HD empoeirado e fora do computador, encontrado pelos agentes também na casa dele.
“A maioria das pessoas que me desrespeitam, acham que eu sou um idiota, que se aproveitam de minha bondade, me julgam antecipadamente (..) descobrirão quem sou pela maneira mais radical”, diz Wellington na gravação revelada pela polícia.
Ele também comenta que “uma ação fará pelos seus semelhantes que são humilhados, agredidos, desrespeitados em vários locais, como escolas e colégios”.
De acordo com o diretor geral de Polícia Técnica e Científica do Rio, Sergio Henriques, o último acesso feito no HD foi em julho de 2010.
Henriques diz que o texto proferido por Wellington mostra sinais de esquizofrenia e não quis se precipitar em afirmar se o massacre à escola já estaria sendo preparado pelo atirador desde o ano passado. Henriques descartou ainda a hipótese de associação do atirador a grupos terroristas, como a Al-Quaeda.
“O armamento utilizado por ele, um revólver calibre 38 e outro calibre 32, não é de uso característico de terroristas”, concluiu Henriques.

Atirador fala sobre razões de ataque
Em dois vídeos supostamente gravados dias antes do ataque, Wellington fala sobre as razões para atacar os estudantes. Nas imagens, ele tem a mesma fisionomia e está no mesmo local de uma foto usada em um perfil atribuído a ele no site de relacionamentos Orkut. Aparentemente, o próprio rapaz gravou o vídeo.

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